O que veremos na Casa Cor 2018? _ Arq. Liana Araújo*

O que veremos na Casa Cor 2018? _ Arq. Liana Araújo*

O Quê veremos na Casa Cor 2018?

Os grandes influenciadores lançam um tema e a galera segue, não é isso? Ou seria o contrário?
A “Casa Viva”, tema nacional da Casa Cor 2018  é uma extensão do que foi observado nos ambientes da mostra do ano passado e segue as tendências comportamentais e sociais mundo afora. A economia em crise e a crise ambiental, vem modificando comportamentos e levantando bandeiras. A biofilia é o assunto da vez e serviu como norteador do tema da mostra de decoração de 2018.
Em 2017, ano cuja cor Pantone do ano foi “greenery”, vimos a forte presença de tons esverdeados tanto em paredes como em mobiliário e itens decorativos.
Mas o verde que vem sendo visto com frequência na maioria dos projetos e que nunca cai de moda é o das plantas. Paredes com painéis de plantas viraram quase um item obrigatório na decoração.

 

E foi essa forte tendencia de trazer as plantas pra dentro dos apartamentos que levantou o assunto da biofilia.

Vidas agitadas, comprimidas em apartamentos pequenos, trânsito estressante, asfalto e concreto.

 

O ser humano tem a necessidade de contato com a natureza (o que vem sendo comprovado em pesquisas) como forma de descarregar o peso do dia-a-dia, colocar as ideias em ordem e renovar as energias. Isso é a biofilia.
Como intensificar esse contato com a natureza sem ter que se deslocar para o campo ou para a praia? Aí entra a biofilia na decoração. O que veremos este ano nas mostras de decoração será a explosão de pontos vivos por todos os ambientes.

Vasos de chão, vasos em pedestais, vasos suspensos por hangers de macramê, suculentas, terrários, quadros com folhagens, painéis verdes revisitados…Vamos ver plantas pra todos os lados!

Mas, o tema Casa Viva sugere um pouco mais do que trazer plantas pra dentro de casa. Itens decorativos que tenham um significado, um valor sentimental agregado, também trazem a sensação de vida para um ambiente.

 

 

 A recente crise redefiniu alguns valores sociais e intensificou a necessidade de se repensar a economia, a produção em larga escala, o consumismo e a responsabilidade com a pegada ambiental (sim, a economia global também impacta a decoração!).
A valorização do pequeno, do produzido nas redondezas, da economia criativa e do feito à mão poderá ser observada nos ambientes através de diferentes objetos.
Cadeiras e sofás em tramas naturais em rattam e vime, cestos de palha e de crochê como cachepô, macramê e diferentes técnicas artesanais nas almofadas, mantas e nas plantas suspensas, quadrinhos de bordados modernos, esculturas e desenhos de artistas locais.
Móveis que remetam à lembranças da família, como a poltrona da avó, a mala do avô, um brinquedo antigo, um artigo comprado em viagens, também terão forte presença na decoração.
Veremos um aparente descompromisso com o equilíbrio das formas, aproximando a “decoração de mostra” à baguncinha real do dia-a-dia.
Uma casa mais viva seria um mix de todas essas referências. Uma casa que lembre a infância no quintal, que tenha em cada canto um pouquinho de amor, que seja um oásis em meio ao caos urbano.

 

Você já faz isso na decoração de sua casa?  

*Liana Araújo é arquiteta e escreve sobre Arquitetura e Tendências em Decoração ( http://arqliana.blogspot.com.br/2018/03/o-que-veremos-na-casa-cor-2018.html?m=1)

 

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